Baixa Representatividade Feminina Na Política Brasileira

A Baixa Representatividade Feminina na Política Do Brasil e Seus Efeitos na Sociedade

Baixa Representatividade Feminina na Política Do Brasil

O Brasil possui mais de metade da sua população composta por mulheres, mas dentro da política, principalmente dentro da Câmara de Deputados elas não são maioria, são na verdade minoria, com apenas 10% de representação.

Com essa pouca representação feminina, o país ocupa o 115º no ranking mundial da presença feminina no Parlamento, dentro da análise de 138 países, feita pelo Projeto Mulheres Inspiradoras (PMI) e com base no banco de dados primário do BIRD e do TSE.

Dentre os países que possuem maior representativa feminina no Parlamento estão Ruanda (63,8%), Bolívia (53,1%), Cuba (48,9%), Islândia (47,6), Suécia (43,6%), Senegal (42,7%), México (42,4%), África do Sul (41,8%), Equador (41,6%) e Finlândia (41,5%).

De acordo com esse estudo a participação feminina no Parlamento teve um aumento de 87% entre os anos de 1990 e 2016, colocando a média mundial em um aumento de 12,7% (1990) para 23% (2016).

Mesmo com esse aumento durante esse período o Brasil ainda ocupa somente a 97ª posição dentre as nações que mais aumentaram a participação feminina no Parlamento.

Com essa progressão o PMI projeta que apenas em 2080 o Parlamento Brasileiro terá igualdade de gênero com equilíbrio entre participação feminina e masculina em suas cadeiras.

Esses números mostram que o país ainda não possui programas que incentivem a participação feminina no governo, e isso é um reflexo do que hoje está completamente em voga: o feminismo X o machismo.

No caso, a predominância masculina no Parlamento faz com que projetos que favoreçam a qualidade de vida da mulher, ou ainda a proteja de certas práticas, acabam ficando completamente sem atenção.

Com baixa representatividade projetos de Lei que se referem a problemas como sexualidade, segurança e proteção social feminina não evoluem, deixando a população completamente sem representação.

A Força Social Da Mulher Não Possui Equivalência No Parlamento

Há muito tempo, o modelo familiar tradicional não é mais um padrão em nossa sociedade.

O quadro de homem provedor deixou de existir, e hoje mais de 40% das mulheres são provedoras de suas famílias, tornando-as consumidoras ativas de quitoplan onde comprar em todas as camadas da população.

Com essa presença econômica, seria natural que o Parlamento possuísse muitas mulheres engajadas no governo, para melhorar ainda mais a vida dessa camada ativa da população.

O principal motivo da falta de mulheres no Parlamento está diretamente ligado à falta de programas de incentivo, e até mesmo cursos que as capacitem para ocupar esses cargos.

Isso precisa ser visto não como uma necessidade de igualdade de direitos por gênero, como se fosse uma batalha social simples, mas como a possibilidade de contar com personagens mais sensíveis e criativas no Parlamento.

Com a mudança do panorama social, e a base familiar calcada na provisão vinda do trabalho feminino, é fundamental que elas possam chegar ao parlamento, para ajudar a criar projetos de lei que visem melhorar a vida da família como um todo.

Além da falta de programas de incentivo para a participação política, o crescimento das bancadas mais conservadoras (religiosas) ajudam a diminuir ainda mais essa participação feminina no parlamento.

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