Composição da Câmara e a Representatividade do Povo Brasileiro

A Câmara dos Deputados é composta por membros que são eleitos pelo povo através do voto direto e secreto.

Cada estado tem um número de deputados de acordo com o número de cidadãos, mas existe um ajuste para garantir que nenhum estado tenha uma quantia menor que oito e nem maior que setenta indivíduos.

Partindo do princípio de que esses deputados são eleitos pelo povo, poderíamos acreditar que a representatividade das necessidades de toda população estão asseguradas, mas na verdade, não é bem isso que ocorre.

Composição da Câmara

De acordo com as estatísticas o perfil médio do parlamento atual mostra que a figura do deputado é masculina, branca e com média de 49 anos.

Isso mostra que a Câmara dos Deputados é mais velha, mais branca e muito menos feminina do que a maioria da população do país.

O que acontece quando os responsáveis por aprovar leis, não estão realmente interessados nas necessidades da população como um todo: As minorias não representadas acabam ficando sem voz no parlamento.

O perfil do deputado brasileiro retrata a elite econômica do país, mas nem de perto consegue refletir a diversidade do povo brasileiro.

O que acontece com isso é que as verdadeiras necessidades dos cidadãos deixam de ter quem as represente na Câmara, tornando difícil conseguir melhorias, ou até mesmo novas leis que sejam mais adequadas para o momento atual do país em vários aspectos.

Mulheres e Afrodescentes são Minoria na Câmara

A principal diferença na representatividade está quanto ao gênero dos deputados. Enquanto mais da metade da população brasileira é composta por mulheres, elas estão representadas em apenas 10% das cadeiras da Câmara.

Com isso, as propostas que interessam a todas as mulheres da nação não avançam nas votações, deixando a população feminina sem novas leis que seriam primordiais para sua segurança e qualidade de vida.

Segundo Telia Negrão que é coordenadora do Coletivo Feminino Plural existem perto de 30 projetos em tramitação na Câmara que vão contra os direitos da mulher em áreas como combate à violência, reprodução e sexualidade.

Outro ponto muito importante também para impedir que projetos a favor da mulher avancem, é o crescimento exponencial das bancadas religiosas, que são conservadoras e possuem um representativo muito efetivo.

Outra camada da população que tem pouca representatividade na Câmara é a população negra e parda que constitui 50,9% no povo e tem somente 20% dentro da Câmara.

Talvez essa representatividade seja uma imagem da falta de interesse político, contando que mulheres possuem rendimentos inferiores aos dos homens, e a população afrodescendente tem acesso menor ao Ensino Superior.

Independente do que signifique essa falta de representação, é importante salientar que homens e mulheres devem votar de acordo com as leis do país, o que ocorre é que não existem candidatos ativos que representem essas minorias políticas.

O aumento da bancada evangélica coloca a bíblia como “substituta” da Constituição em alguns discursos, o que demonstra claramente um “ataque” a qualidade de estado laico do país.

É importante que a população comece a se conscientizar mais acerca de política, para poder chegar a disputar um lugar na Câmara afim de manter os direitos e necessidades das minorias assegurados pelo bem comum.

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